Se você tiver prestado atenção às noções mais recentes sobre bem-estar e longevidade, terá notado o aumento do foco na situação dos nossos relacionamentos. Os pesquisadores dizem que as pessoas com redes de relacionamento bem desenvolvidas tendem a ser muito mais saudáveis do que aquelas que se sentem isoladas.
A relação entre as nossas interações com as outras pessoas e a nossa longevidade é tão forte que a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou recentemente uma nova Comissão sobre Conexões Sociais, consideradas uma “prioridade de saúde global”.
Talvez você tenha um certo ceticismo sobre estas afirmações e os misteriosos mecanismos que supostamente relacionam nosso bem-estar físico à solidez dos nossos relacionamentos. Mas a nossa compreensão do modelo de saúde “biopsicossocial” vem crescendo há décadas. As pesquisas trazem conclusões claras. Se quisermos viver uma vida longa e saudável, devemos começar a priorizar as pessoas à nossa volta.
E, também aqui, existe um padrão evidente: as pessoas totalmente isoladas são mais propensas a sofrer problemas de saúde mais sérios do que alguém que fica sozinho ocasionalmente – que, por sua vez, sofre mais doenças do que alguém que tem um círculo social vibrante.
Da mesma forma que a dor física nos alerta a buscar segurança e cuidar das nossas feridas, a dor social pode ter evoluído para nos convencer a evitar parceiros hostis e restabelecer nossas relações positivas. Sentimentos de rejeição ou isolamento também despertam uma série de reações fisiológicas.
Somos programados para nos conectarmos. Basta apenas fornecer a nós mesmos as oportunidades adequadas.
* Esta reportagem é um trecho editado do livro As Leis da Conexão: Os Segredos Científicos de Estabelecer uma Forte Rede Social (em inglês), de David Robson. Leia esta matéria, com texto completo, através do link abaixo mencionado
■ Por que amigos prolongam nossas vidas
David Robson! BBC Health Portuguese (BBC Future) – agosto 2024
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce98r0mvq78o

