Ingestão Excessiva de Sal no Brasil

A ingestão excessiva de sódio é um importante problema de saúde pública global e a identificação de fontes alimentares e tendências temporais no seu consumo são fundamentais para políticas eficazes de redução de sódio.

Um recente estudo brasileiro teve como objetivo atualizar as estimativas de consumo de sódio e suas fontes alimentares no Brasil de acordo com o sistema de classificação de alimentos NOVA. Os registros de compras de alimentos de 7 dias das famílias da Pesquisa Brasileira de Orçamentos Familiares de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018 foram convertidos em nutrientes por meio de tabelas de composição de alimentos e a disponibilidade média foi estimada em 2,00. 

A média diária de sódio disponível para consumo nos domicílios brasileiros aumentou de 3,9 para 4,7g por 2.000 kcal, de 2002-2003 a 2017-2018, mais do que o dobro dos níveis recomendados de ingestão de sódio. De 2002-2003 a 2017-2018, os ingredientes culinários processados, incluindo o sal de cozinha, representaram a maior fonte alimentar de sódio, embora a sua participação no sódio dietético tenha sido reduzida em 17% (66,6% a 55%), enquanto a percentagem de sódio dietético o sódio dos alimentos processados ​​aumentou 20,3% e o dos alimentos ultraprocessados ​​aumentou 47,6% (11,3% para 13,6% e 17% para 25,1%, respectivamente). 

O estudo concluiu que a disponibilidade total de sódio domiciliar permanece alta e tem aumentado ao longo do tempo no Brasil, mas a participação de diferentes fontes dietéticas de sódio mudou gradualmente.

Sodium intake according to NOVA food classification
E A F Nilson, G C Andrade, R M Claro et al
Cad Saude Publica 2024, vol 40 (2): e00073823
https://www.scielo.br/j/csp/a/jjk9FBWrPShYg8nrBCHVyDp/?lang=en